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	<title>Liga Web &#187; Featured</title>
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	<description>Pensamentos sobre estratégia na era digital.</description>
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		<title>Planejamento de Conexões</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Jan 2010 03:42:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício R. Gouvea</dc:creator>
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Estou terminando de ler um livro muito bom chamado Além da Disrupção. O autor é Jean Marie Dru, atual Chairman da TBWA. Um dos capítulos do livro aborda um tema que está sendo cada vez mais comentando pelos planners do mundo todo, o planejamento de conexões.
Durante muito tempo os departamentos de mídia das agências nadaram num mar de tranquilidade. As opções eram basicamente revista, jornal, rádio, TV e outdoor. Poucas publicações impressas, pouquíssimas opções na TV e no rádio. Além disso, pouco se sabia sobre o consumidor que era tratado ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2010/01/conexoes.jpg"><img src="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2010/01/conexoes-291x300.jpg" alt="roda das conexoes" title="roda das conexoes" width="291" height="300" class="alignright size-medium wp-image-348" /></a></p>
<p>Estou terminando de ler um livro muito bom chamado <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1362566?franq=137589">Além da Disrupção</a>. O autor é Jean Marie Dru, atual Chairman da TBWA. Um dos capítulos do livro aborda um tema que está sendo cada vez mais comentando pelos planners do mundo todo, o planejamento de conexões.</p>
<p>Durante muito tempo os departamentos de mídia das agências nadaram num mar de tranquilidade. As opções eram basicamente revista, jornal, rádio, TV e outdoor. Poucas publicações impressas, pouquíssimas opções na TV e no rádio. Além disso, pouco se sabia sobre o consumidor que era tratado como uma grande massa única com os mesmos desejos, gostos e necessidades.</p>
<p>A mudança começou em meados dos anos 80 quando a tecnologia de base de dados trouxe a possibilidade de coletar a analisar informações sobre a população de forma mais eficiente. A partir daí começaram a ser mapeados grupos sociais e <em>clusters</em> que mostraram de forma mais precisa a diversidade dos consumidores. Essas mudanças de comportamento se aceleraram ainda mais com a chegada da internet no cotidiano das pessoas.</p>
<p>A combinação da tecnologia com a fragmentação do públicou trouxe uma equação que muitos departamentos de marketing ainda não conseguem solucionar. No lado das agências o Planejamento de Mídia também não acompanhou a velocidade dessas mudanças.</p>
<p>Na visão de Jean Marie o planejamento de conexões serve para inspirar e alavancar ideias de comunicação determinando os pontos de contato mais relevantes entre os clientes e seus consumidores. Esqueça a mídia como meio para transmitir uma ideia. No planejamento de conexões ela é a própria ideia. Não se deve deixar para pensar depois no &#8220;Quem&#8221;, &#8220;Onde&#8221; e &#8220;Quando&#8221;. Essas variáveis devem receber tanta atenção quanto o &#8220;O que&#8221;. O ponto de partida é a ideia e não o consumidor.</p>
<p>As conexões ainda podem ser divididas em 3 categorias principais:</p>
<ul>
<li><strong>Conexões de Reputação</strong> &#8211; Ajudam a marca a afirmar o papel que desempenha na sociedade (ex: campanha de RP)</li>
<li><strong>Conexões de Relacionamento</strong> &#8211; Ajudam a marca a se comunicar individualmente com o público (ex: mala direta)</li>
<li><strong>Conexões de Identidade</strong> &#8211; Ajudam a marca a expressar suas opiniões (ex: Anúncio TV)</li>
</ul>
<p>É interessante observar que existe um forte caráter narrativo no planejamento de conexões, ou seja, todo um suporte para uma comunicação baseada em diálogo e não em interrupção. O livro aborda de maneira mais profunda o assunto e vale muito a leitura.</p>
<p>Você também pode ler mais sobre o assunto nesse dois posts do site CHMKT:<br />
<a href="http://www.chmkt.com.br/2009/10/repensando-forma-de-encarar-as-novas.html">Repensando a forma de encarar as novas mídias</a><br />
<a href="http://www.chmkt.com.br/2009/08/opiniao-sua-agencia-deveria-adotar-o.html">Sua agência deveria adotar o Planejamento de Conexões</a></p>
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		<title>Palestra de Chuck Porter da CP+B</title>
		<link>http://www.ligaweb.com.br/2009/12/01/palestra-de-chuck-porter-da-cpb/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 17:50:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício R. Gouvea</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanhas]]></category>
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Estava assistindo a palestra dada pelo Chuck Porter da CP+B em um evento do Clube de Criação de São Paulo (se não me engano a dica foi do Carlos do CHMKT) e acho que ela mostra bem o DNA da agência. Como o vídeo é longo e nem todo mundo tem tempo e paciência para ver, resolvi listar alguns pontos que achei mais interessantes:

A cultura popular (ex: cinema, esportes, moda, música) é uma moeda valiosa.
Se você conta uma boa história as pessoas ficarão interessadas, não importa qual mídia você utilize.
&#8220;Não ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2009/12/chuckporter.png"><img src="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2009/12/chuckporter-300x226.png" alt="chuckporter" title="chuckporter" width="300" height="226" class="alignright size-medium wp-image-324" /></a></p>
<p>Estava assistindo a <a href="http://ccsp.com.br/ultimas/noticia.php?id=39854">palestra dada pelo Chuck Porter</a> da <a href="www.cpbgroup.com/">CP+B</a> em um evento do <a href="http://ccsp.com.br">Clube de Criação de São Paulo</a> (se não me engano a dica foi do Carlos do <a href="http://www.chmkt.com.br">CHMKT</a>) e acho que ela mostra bem o DNA da agência. Como o vídeo é longo e nem todo mundo tem tempo e paciência para ver, resolvi listar alguns pontos que achei mais interessantes:</p>
<ul>
<li>A cultura popular (ex: cinema, esportes, moda, música) é uma moeda valiosa.</li>
<li>Se você conta uma boa história as pessoas ficarão interessadas, não importa qual mídia você utilize.</li>
<li>&#8220;Não existe aprendizado sem emoção&#8221; &#8211; Platão</li>
<li>A grande vantagem da internet para os profissionais de marketing é que ela é um <em>focus group</em> de milhões de pessoas. Através da internet você testa em tempo real suas idéias e vê quais delas as pessoas mais gostam. (ex: <a href="http://www.subservientchicken.com/">subservient chicken</a>)</li>
<li>Sobre uma frase que temos ouvido constantemente &#8220;O consumidor está no controle&#8221; Chuck Porter diz: &#8220;O consumidor sempre esteve no controle. O que a tecnologia fez foi facilitar a vida dele.&#8221;</li>
<li>As pessoas preferem participar de uma conversa do que assistir a um comercial.</li>
<li>É possível utilizar as mídias tradicionais de maneira não tradicional.</li>
<li>A interatividade é um recurso que pode ser usado em qualquer mídia.</li>
<li>Gerar notícias é mais interessante do que criar comerciais (ex: <a href="http://www.bk.com/en/us/campaigns/whopper-freakout.html">Whopper Freakout</a>).</li>
<li>Todos os trabalhos da CP+B são medidos e os contratos de pagamento com os clientes são baseados em desempenho. O lado bom disso, segundo Chuck Porter, é que agência e cliente ficam no mesmo barco e isso em geral resulta em um trabalho melhor.</li>
<li>O produto é sempre mais importante do que a propaganda.</li>
<li>É difícil chegar ao sucesso apenas através de pesquisas. Uma pessoa inteligente e talentosa vale por todos os grupos de foco do mundo.</li>
<li>A CP+B contrata profissionais baseados nas seguintes qualidades: inteligência, talento, paixão, coragem, curiosidade e experiência.</li>
</ul>
<p>Você pode <a href="http://ccsp.com.br/downloads/chuck_porter.zip">baixar aqui o vídeo da palestra do Chuck Porter</a>.</p>
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		<title>Criação e Inovação no InterCon 2009.</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício R. Gouvea</dc:creator>
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Estive no último sábado no InterCon 2009 conferindo as palestras da área de Criação e Inovação e gostei muito do que vi por lá. O mais impressionante foi ver como todos os palestrantes tocaram em 2 pontos que foram o denominador comum. Colaboração e Compartilhamento.
Tive a oportunidade de ver e rever alguns projetos que viraram cases no mercado, e notar em todos eles a enorme quantidade de profissionais envolvidos, e como cada um deles foi fundamental para o resultado final.
O pessoal da Colméia (@dudex, @passamani, @jmmkazi) bateu forte nas questões ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2009/11/intercon.gif"><img src="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2009/11/intercon-300x266.gif" alt="intercon" title="intercon" width="300" height="266" class="alignright size-medium wp-image-299" /></a></p>
<p>Estive no último sábado no <a href="http://www.intercon2009.com/">InterCon 2009</a> conferindo as palestras da área de Criação e Inovação e gostei muito do que vi por lá. O mais impressionante foi ver como todos os palestrantes tocaram em 2 pontos que foram o denominador comum. Colaboração e Compartilhamento.</p>
<p>Tive a oportunidade de ver e rever alguns projetos que viraram cases no mercado, e notar em todos eles a enorme quantidade de profissionais envolvidos, e como cada um deles foi fundamental para o resultado final.</p>
<p>O pessoal da <a href="http://www.colmeia.tv/blog/">Colméia</a> (<a href="http://twitter.com/dudex">@dudex</a>, <a href="http://twitter.com/passamani">@passamani</a>, <a href="http://twitter.com/jmmkazi">@jmmkazi</a>) bateu forte nas questões de <a href="http://www.slideshare.net/eduardo.camargo/colmeia-credenciais-set09">adaptação, colaboração, multidisciplinaridade e cultura open source</a>. Vale lembrar algumas frases ditas por eles como <em>“Estamos falando de orquestra. Não podemos mais falar de solo (&#8230;) E o que interessa é como reger a idéia”</em> e <em>&#8220;Idéia é mato, se não espalhar morre.&#8221;</em></p>
<p>O pessoal do <a href="http://laboratorio.us/">laboratorio.us</a> mostrou o imenso potencial de idéias e oportunidades que existem além do browser, celular ou desktop, mostrando alguns experimentos bem bacanas e aproveitando para divulgar o lançamento da empresa Jurema (não achei o link do site. Alguém tem?). O Leonardo Dias (<a href="http://twitter.com/diasleo">@diasleo</a>) da <a href="http://www.taxilabs.com.br/">Taxi.Labs</a> mostrou o projeto do game Transformers II que foi inteiramente executado e entregue em 3 semanas graças ao envolvimento de toda a equipe que se dedicou integralmente ao projeto.</p>
<p>O Fábio Sasso (<a href="http://twitter.com/abduzeedo">@abduzeedo</a>) mostrou com sua assustadora simplicidade que o sucesso de <a href="http://abduzeedo.com/">seu blog</a> é resultado do compartilhamento de todo seu conteúdo. O Maurício Mota (<a href="http://twitter.com/maumota">@maumota</a>) da <a href="http://www.thealchemists.com/">The Alchemists</a> mostrou o caminho que algumas marcas estão tomando no sentido de criar e se apropriar de histórias e mostrou o cenário atual do transmedia storytelling.</p>
<p>Na parte da tarde as palestras que mais me chamaram a atenção foram as do <a href="http://horaciosoares.blogspot.com/">Horácio Soares</a>, que mostrou a importância de lembrarmos sempre da questão da acessibilidade em todo e qualquer projeto digital, e do Leonardo Naressi (<a href="http://twitter.com/LeoNaressi">@LeoNaressi</a>) que falou sobre a necessidade de se analisar as métricas de forma correta, com foco nas pessoas.</p>
<p>Mas os momentos mais importantes do evento foram &#8211; não por acaso &#8211; as palestras de Raphael Vasconcellos (<a href="http://twitter.com/raphav">@raphav</a>) e Luli Radfahrer (<a href="http://twitter.com/radfahrer">@radfahrer</a>), os curadores da área de Criação e Inovação.</p>
<p>O Raphael jogou para a platéia a pergunta <em>&#8220;Qual é o tamanho da ficha técnica de uma idéia?&#8221;</em> para mostrar que hoje em dia caiu por terra a idéia de um grande criativo responsável pelas melhores idéias (aliás, a própria idéia de &#8220;ficha técnica&#8221; me parece arcaica demais). Hoje o trabalho em equipe gera os melhores resultados.</p>
<p>E pra comprovar essa tese ele trouxe uma campanha que nasceu de uma conversa entre ele e uma pessoa da equipe sobre uma idéia para um banner. Essa idéia evoluiu com a participação de outras pessoas, e virou um das campanhas mais sensacionais que eu conheço, a <a href="http://www.uniquetypes.cc/">http://www.uniquetypes.cc/</a>. O Fábio Sasso do Abuzeedo já <a href="http://abduzeedo.com/unique-types-fonts-inspired-children-physical-disabilities">fez um excelente post sobre isso</a>.</p>
<p>E para encerrar o evento, o <a href="http://www.luli.com.br">Luli</a> fez uma excelente apresentação que dispensa qualquer comentário. <a href="http://vimeo.com/7494457">Assista o vídeo</a> feito pelo <a href="http://www.guanabara.info/">Gustavo Guanabara</a>.</p>
<p>Só lamento muito que apenas profissionais das agências estejam participando de eventos desse nível. Esse é o tipo de informação que precisa chegar também aos clientes. Afinal de contas não adianta falarmos apenas para nós mesmos.</p>
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		<title>A psicologia da escolha.</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 17:34:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maurício R. Gouvea</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Featured]]></category>
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Estava fuçando nos meus feeds e cai neste artigo da Sandy Marsh onde ela comenta sobre um podcast que aborda um dos assuntos que mais me fascina, a psicologia da escolha. Na minha visão esse é um dos pontos fundamentais para qualquer profissional de marketing e planejamento. Entender como acontece o processo de escolha na cabeça dos consumidores.
A primeira parte do programa começa com Barry Schwartz comentando sobre a vantagem que as pessoas mais impulsivas tem sobre as mais racionais nos processos de escolha, pois segundo ele os impulsivos tendem ...]]></description>
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			</a>
		</div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/hotreactor/36171416/"><img src="http://www.ligaweb.com.br/wp-content/uploads/2009/09/choice-300x196.jpg" alt="foto sob licença Creative Commons" title="" width="300" height="196" class="alignleft size-medium wp-image-169" /></a></p>
<p>Estava fuçando nos meus feeds e cai <a href="http://threeminds.organic.com/2009/09/the_psychology_of_choice.html">neste artigo da Sandy Marsh</a> onde ela comenta sobre um podcast que aborda um dos assuntos que mais me fascina, a psicologia da escolha. Na minha visão esse é um dos pontos fundamentais para qualquer profissional de marketing e planejamento. Entender como acontece o processo de escolha na cabeça dos consumidores.</p>
<p>A primeira parte do programa começa com <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barry_Schwartz">Barry Schwartz</a> comentando sobre a vantagem que as pessoas mais impulsivas tem sobre as mais racionais nos processos de escolha, pois segundo ele os impulsivos tendem a fazer escolhas que são mais satisfatórias.  Aliás, aqui vale um parêntese. Se você não conhece Barry Schwartz precisa assistir essa palestra dele, <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=6127548813950043200#">Paradox of Choice</a>.</p>
<p>Na sequência, <a href="http://www.jonahlehrer.com/about">Jonah Lehrer</a> fala sobre a pesquisa do psicólogo americano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_A._Miller">George Miller</a>, &#8220;The Magical Number Seven, Plus or Minus Two&#8221;, feita na década de 50 e que ficou conhecida como Lei de Miller. Segundo ele, o ser humano médio tem capacidade para armazenar cerca de sete pequenos pedaços de informação na chamada &#8220;memória de curto prazo&#8221; (aquela memória que acessamos frequentemente), em determinado momento. Resumidamente é isso, mas você pode <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/George_A._Miller#O_n.C3.BAmero_m.C3.A1gico_sete">conferir na Wikipedia mais detalhes</a>.</p>
<p>A outra pesquisa comentada no podcast foi feita pelo professor de Marketing <a href="https://gsbapps.stanford.edu/facultyprofiles/biomain.asp?id=44749209">Baba Shiv</a> e funcionava da seguinte forma. Era solicitado a cada participante que memorizasse um número impresso em um cartão (não havia limite de tempo pra isso) e em seguida que se dirigisse a outra sala para repetir os números memorizados. O que os participantes não sabiam é que nem todos receberiam os mesmos números. Um grupo teria que memorizar um número de 7 dígitos e o outro grupo um número de 2 dígitos.</p>
<p>Depois que o participante memorizava o número ele se dirigia a outra sala para poder repetir os números memorizados. No corredor, entre uma sala e outra, o participante era interrompido por uma pessoa que lhe oferecia um lanche. Ele poderia escolher entre um pedaço de bolo de chocolate ou uma tigela com salada de frutas.</p>
<p>Essa é a parte curiosa da pesquisa. O grupo que havia memorizado o número de apenas 2 dígitos escolhia com muito mais frequência a salada de frutas (escolha racional), enquanto o outro grupo, do número de 7 dígitos, optava pelo bolo de chocolate (escolha emocional).</p>
<p>A teoria para esse resultado é de que nosso cérebro parece ser anatomicamente organizado em 2 &#8220;sistemas&#8221;, racional e emocional, e que estes &#8220;dois cérebros&#8221; estão constantemente disputando nossa atenção, principalmente em situações onde há uma escolha difícil a se fazer. Em situações onde o lado racional do cérebro está ocupado, o lado emocional se sobressai com maior facilidade, como no caso do grupo de pessoas que tiveram que memorizar o número de 7 dígitos.</p>
<p>Um outro estudo surpreendente quebrou um mito que existia na minha cabeça (o mito de que a indecisão é resultado da &#8220;guerra&#8221; entre os lados racional e emocional do cérebro) e acredito que ele exista na cabeça de muita gente.</p>
<p>O professor de Psicologia da USC, <a href="http://college.usc.edu/cf/faculty-and-staff/faculty.cfm?pid=1008327&#038;CFID=6662442&#038;CFTOKEN=96431606">Antoine Bechara</a> contou o caso de um cidadão chamado Elliot, um contador que após ter um tumor removido do seu cérebro se tornou inteiramente racional e incapaz de expressar ou sentir qualquer emoção. Apenas com o lado racional funcionando, ele ficou incapaz de tomar as decisões mais simples a ponto de, por exemplo, levar meia hora pra decidir se assinaria um contrato com uma caneta azul ou preta. A consequência disso foi um desastre na vida pessoal, profissional e financeira.</p>
<p>A conclusão do estudo você já deve ter entendido. Em uma situação onde as escolhas são muito parecidas o lado racional sozinho pouco pode fazer para ajudar e precisamos contar com a ajuda do lado emocional, pois sem ele não chegamos a nenhuma decisão.</p>
<p>O podcast é excelente (sem dúvida o melhor podcast que ouvi esse ano) e está dividido em trechos pra facilitar. Coloquei aqui alguns dos pontos mais interessantes <a href="http://www.wnyc.org/shows/radiolab/episodes/2008/11/14">mas não deixe de escutar</a> o programa todo, pois vale muito a pena.</p>
<p>O que fica claro pra mim é a necessidade cada vez maior de procurar informações no campo de estudo da psicologia e da neurociência para entender como a emoção e a razão afetam as decisões de consumo. Sabendo que hoje temos tecnologia facilmente acessível, o que torna os produtos e serviços praticamente iguais, resta às marcas saberem como ativar o lado emocional do cérebro.</p>
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