Como será a publicidade daqui a 10 anos?
Eu me lembro bem que quando era criança ficava pensando no futuro – como seria quando eu fizesse 18 anos, que faculdade iria escolher, que profissão iria ter, onde iria morar, etc. Brincar com o futuro é um exercício divertido e de quebra pode trazer alguns bons insights. O mais legal de pensar no futuro é a gente poder misturar fatos e sonhos.
Pensando nisso tudo eu resolvi brincar um pouco e escrever como eu acho que será a publicidade daqui a 10 anos. A palavra “brincadeira” não está aqui por acaso. Não tenho pretensão nenhuma de querer acertar o futuro. Quero apenas brincar com essa salada de informação que está na minha cabeça. Já é difícil acertar um cenário para daqui a 3 anos, então não vamos levar tão a sério essa brincadeira.
Muita coisa tem acontecido simultaneamente na publicidade e não é difícil a gente visualizar vários caminhos possíveis pra ela, mas eu aposto em 4 pilares principais:
Redes Sociais
Acho que qualquer profissional de comunicação minimamente antenado com o mercado publicitário sabe que a credibilidade da propaganda tradicional está caindo ano a ano. Por outro lado temos presenciado um número cada vez maior de campanhas bem sucedidas envolvendo as redes sociais. O consumidor quer menos promessa e mais ação. Quer diálogo.
A internet deu à conversa boca-a-boca alcance global e isso deixou visível algo que sempre foi verdade mas que não era tão claro: o controle que o consumidor tem sobre as marcas. As empresas precisam e podem contribuir muito nas redes sociais oferecendo algo de valor seja ele conteúdo, serviço ou entretenimento. Participação e colaboração são duas palavras obrigatórias.
Marketing voltado para produtos e serviços
Sabendo que as pessoas estão sobrecarregadas de informação e cada vez mais ignorando as mensagens publicitárias, acredito que o marketing aplicado na criação de melhores produtos e serviços ao invés de soluções em propaganda tende a crescer cada vez mais. O produto é sempre mais interessante do que a propaganda. Investir na melhoria de produtos e serviços está mais próximo da realidade do negócio do cliente que a comunicação por si só.
Além disso, a estratégia voltada à melhoria de produtos e serviços tem um potencial para geração de negócios muito maior a longo prazo do que a propaganda. E claro, bons produtos sempre trazem valor à marca. A agência que tem feito isso com muita competência é a Zeus Jones.
Neuromarketing
O casamento do marketing com a ciência está dando os primeiros passos mas é provável que nos próximos 10 anos ele traga muitas informações valiosas. Basta pesquisar sobre o assunto para ver o potencial que o neuromarketing tem de revolucionar a forma como a gente faz publicidade. Pra quem quer aprender sobre o assunto recomendo começar lendo os livros do Martin Lindstrom.
Planejamento de Conexões
Esse assunto já rendeu um post aqui no blog. A idéia de pensar a mídia como parte do processo criativo e não apenas como um veículo para a informação é bastante interessante na minha visão porque permite potencializar os pontos de interação com o consumidor. O planejamento de conexões na minha percepção tem relação direta com os outros 3 pilares.
Além desses 4 pilares que citei acho que vale a pena falar sobre como as agências deverão mudar a maneira de cobrar pelos seus serviços, em especial aqui no Brasil. O trabalho da agência tende a ser cada vez mais de parceria nos negócios e por isso acredito que seja necessário estreitar o relacionamento entre agencia e cliente. As agências deverão cobrar do cliente uma participação sobre os lucros (como já vem acontecendo lá fora) ao invés de ganhar na mídia.
E você? Como acha que vai ser a publicidade daqui a 10 anos? Mande suas ideias.











Perfeito quanto o papel das redes sociais na publicidade… interação é o que os clientes e o público esperam!
Abçs Mau…
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