Criando melhores clientes.
Aproveitando o gancho do post abaixo, acho interessante falar sobre essa questão do relacionamento cliente x agência. A pressão por inovação cresce a cada dia nas empresas (principalmente nos departamentos de marketing) e isso se reflete diretamente nas agências de publicidade que precisam se reinventar a cada novo job.
Soluções realmente inovadoras pedem um nível de esforço muito grande tanto da agência como do cliente, e isso exige um relacionamento muito mais próximo, de colaboração, compartilhamento de idéias, parceria, co-criação. É impossível garantir um trabalho de qualidade se o cliente não tiver um perfil inovador ou não estiver disposto a quebrar algumas regras dentro da sua empresa.
Algumas agências já estão se preocupando em “catequisar” o cliente antes de começar qualquer trabalho. A TBWA trabalha com “workshops de disrupção”. Nas palavras de Jean Marie Dru, CEO e presidente do grupo:
O workshop nos aproxima deles e nos liberta para que possamos trabalhar melhor. (…) Uma grande comunicação nunca é possível sem grandes clientes. O cliente é a causa. O anúncio é o efeito. Basta criar grandes clientes que a grande propaganda vem por sí só.
Para as agências realmente inovadoras isso só traz vantagens, pois o risco de se trabalhar com um cliente que só inova no discurso cai praticamente a zero, e por consequência novos clientes com o mesmo perfil vão ser atraídos pelo trabalho.
Ok, mas e aqui no Brasil? Muitas perguntas surgem naturalmente na minha cabeça. Algumas delas são:
- Será que as agências e hot shops brasileiras estão dando a devida importância a esse assunto?
- Não seria a hora de começar a mostrar aos clientes que a verdadeira inovação começa dentro da cultura da empresa?
- Será que tem agência disposta a perder clientes (obviamente é um risco que se corre com esse tipo de postura) para manter um nível de trabalho melhor?











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